O senador Flávio Bolsonaro (PL) abraçou a candidatura a senador de Reinaldo Azambuja e impõe o ex-governador ao bolsonarismo de Mato Grosso do Sul. Durante visita à Capital, o presidenciável acabou qualquer dúvida de que a eleição do ex-tucano é prioridade e mais importante do que os bolsonaristas raiz.
Durante o périplo na Expogrande e reunião com dirigentes da direita, o senador sinalizou, sem qualquer sombra de dúvida, de que Reinaldo, que foi filiado ao PSDB por três décadas, tem a preferência em relação ao ex-deputado estadual Capitão Contar ou ao deputado federal Marcos Pollon.
O presidenciável minimizou a carta divulgada pelo pai, Jair Bolsonaro, de que o seu candidato ao Senado no Estado seria Pollon. De acordo com Flávio, o ex-presidente, que está preso para cumprir a pena de 27 anos, não tinha conhecimento do acordo de que o segundo nome para o Senado será definido por meio de pesquisa.
Para não deixar dúvidas de que a carta de Bolsonaro ficou no passado, Flávio evitou posar para fotos ao lado de Pollon durante a visita ao Parque Laucídio Coelho, onde se deixou fotografar com eleitores e até com Contar.
A estratégia é semelhante a adotada em 2022 pelo ex-presidente, quando deixou os bolsonaristas raiz falando sozinho e entrou de corpo e alma na campanha a prefeito da Capital do deputado federal Beto Pereira, então no PSDB.
Há dois anos, os bolsolnaristas rejeitaram o candidato de Bolsonaro e embarcaram na campanha de Adriane Lopes ainda no primeiro turno. Apontado como favorito, Beto ficou em 3º lugar e não conseguiu nem chegar ao segundo turno.
Flávio terá uma missão mais fácil, já que alguns bolsonaristas, que criticaram Reinaldo no passado por causa da Operação Vostok, já subiram no palanque e posaram ao lado do ex-tucano, como o vereador André Salineiro e o deputado federal Rodolfo Nogueira, ambos do PL, que já foram críticos da corrupção no passado.
O filho 01 de Bolsonaro deixou claro que Reinaldo é o candidato a senador pelo PL. O segundo nome será definido por meio de pesquisa, Capitão Contar ou Pollon. O senador não citou a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, que também foi lançada em duas ocasiões ao Senado por pai.
gpc
