Flávio Bolsonaro desbanca sistema fechado da esquerda e lidera pesquisa

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenário de primeiro turno testado pelo instituto Veritá, em levantamento divulgado na quinta-feira (9).

O parlamentar soma 35,9% das intenções de voto, contra 33,2% do petista, em pré-campanha a presidente da República.

Ainda que a diferença esteja dentro da margem de erro, o resultado expõe um cenário de maior dificuldade para o governo comunista do PT sustentar a dianteira eleitoral.

A gestão Lula enfrenta um ambiente de pressão crescente, especialmente na área econômica, com críticas recorrentes à condução fiscal, ao aumento do custo de vida e à percepção de perda de poder de compra por parte da população.

Esse cenário é agravado por episódios que têm alimentado o discurso da oposição, como denúncias de corrupção e investigações envolvendo a gestão de recursos públicos. Casos recentes, como o desvio de R$ 6,3 bilhões de contas de aposentados e pensionistas do INSS, além de questionamentos sobre operações financeiras ligadas ao Banco Master, situações que ampliam o desgaste político de Lula.

Nesse contexto, o avanço de Flávio Bolsonaro representa força de um eleitorado alinhado à direita, além de um movimento de reação a esse cenário. A leitura entre aliados é de que há espaço para crescimento diante de um eleitorado ainda volátil e insatisfeito.

Outros nomes aparecem distantes. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que recentemente retirou sua pré-candidatura, registra 3%. O empresário Pablo Marçal (União) soma 2,1%. Já os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 1,9% e 1,8%, respectivamente, enquanto Renan Santos (Missão) também aparece com 1,8%. Aldo Rebelo (DC) pontua 0,4%.

Os votos em branco e nulos somam 4,1%, e 15,9% dos entrevistados ainda não sabem ou não responderam, indicando que o cenário segue aberto e sujeito a mudanças ao longo da campanha.

Pesquisa

A pesquisa ouviu 40.500 pessoas em todo o país, entre os dias 13 de março e 4 de abril, com margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios e registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02476/2026. (Com informações da CNN)

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