“Conhecemos as consequências da exorbitância dessas ambições. A Rússia fará tudo ao seu alcance para evitar um confronto global, mas também não vamos permitir que nos intimidem. Nossas forças estratégicas estão sempre prontas para combate”, afirmou Putin na Praça Vermelha, após uma inspeção militar conduzida pelo Ministro da Defesa, Sergei Shoigu.
O conflito na Ucrânia, descrito por Putin como parte de uma luta maior contra o Ocidente, segue intenso. A Rússia mantém o controle de aproximadamente 18% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e partes de quatro regiões no leste do país. Moscou sustenta que essas áreas faziam parte do império russo e estão apenas “retornando ao seu lugar de origem”.
O presidente russo também mencionou a humilhação sofrida pela Rússia após a queda do Muro de Berlim em 1989, com várias nações antes alinhadas ao Kremlin se aproximando do Ocidente. Esse ressentimento histórico tem sido um tema recorrente nos discursos de Putin, que vê as ações no leste europeu como uma reafirmação da influência russa na região.
Por outro lado, Ucrânia e aliados ocidentais acusam Putin de imperialismo territorial. Comprometidos em derrotar a investida russa, os Estados Unidos recentemente aprovaram um pacote de ajuda à Ucrânia no valor de US$ 61 bilhões. Além disso, o Reino Unido e a França aumentaram suas promessas de suporte militar, com o presidente francês Emmanuel Macron não descartando o envio de tropas para combater ao lado das forças ucranianas.
As autoridades russas alertam que o conflito está entrando em sua fase mais perigosa até agora, com Putin repetidamente advertindo sobre o risco de uma guerra em escala ainda maior, envolvendo as principais potências nucleares do mundo.