Três entidades médicas brasileiras divulgaram uma nota conjunta, na quarta-feira (10), recomendando que a prescrição de testosterona para mulheres seja restrita à única indicação formalmente reconhecida após avaliação clínica apropriada. O comunicado foi assinado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Organizações destacam potencial de danos à saúde
Segundo as entidades, o uso do hormônio sem justificativa clínica pode ser prejudicial. A nota alerta que a prescrição baseada apenas em dosagens laboratoriais isoladas ou para objetivos não terapêuticos pode causar efeitos adversos graves.
Efeitos colaterais e riscos associados
Entre os possíveis efeitos colaterais do uso da testosterona em mulheres, o comunicado cita acne, queda de cabelo, crescimento de pelos, aumento do clitóris, engrossamento irreversível da voz, toxicidade e tumores hepáticos, alterações psicológicas e psiquiátricas, infertilidade e complicações cardiovasculares, como hipertensão, arritmias, embolias, tromboses, infarto e acidente vascular cerebral, além de aumento da mortalidade e alterações em exames de colesterol e triglicerídeos.
Anvisa não aprova testosterona para uso feminino
A nota das entidades também ressalta que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aprovou nenhuma formulação de testosterona para uso em mulheres. A agência reguladora não reconhece a indicação do hormônio para fins estéticos, melhora da composição corporal, desempenho físico, disposição ou efeitos antienvelhecimento.
SBEM
