Acrissul vê com otimismo mudança tarifária anunciada pela China à carne brasileira

A Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) se manifestou com otimismo sobre a tarifa adicional de 55%, anunciada pela China, relativa à carne bovina brasileira. O presidente da instituição, Guilherme Bumlai, considera que a mudança não deve afetar significativamente a exportação de MS.

“A taxação incide apenas sobre o volume que exceder a cota de 1,1 milhão de toneladas. Considerando uma exportação estimada de 1,4 milhão, estamos falando de cerca de 21% do total, um volume plenamente realocável no mercado internacional”, explica o presidente.

Bumlai também salienta que o mercado chinês precisa da carne brasileira e, por isso, ajustes naturais devem ocorrer ao longo do tempo. No entanto, ele alerta para que a medida não afete os recebimentos dos produtores. “Nossa preocupação é que ajustes comerciais pontuais não sejam utilizados como pretexto para pressionar negativamente o preço da arroba paga ao produtor”, completa.

A avaliação está conforme a nota conjunta divulgada pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). No comunicado, as entidades afirmaram que o Brasil deve reorganizar os fluxos de produção e exportação de carne, porém, sem necessariamente ter impacto negativo imediato.

China anunciou salvaguarda com cotas e tarifa de 55%

A China anunciou, nesta quarta-feira (31), a adoção de medidas de salvaguarda contra a importação de carne bovina. O governo chinês, por meio do Ministério do Comércio, vai adotar cotas específicas por país para importação de carne bovina com a imposição de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a cota.

O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026. As medidas entram em vigor na quinta-feira (1º) e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028.

 

 

 

 

 

Midiamax*Com supervisão de Guilherme Cavalcante.

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