De janeiro a dezembro do ano passado, a Câmara dos Vereadores de Deodápolis tirou da conta bancária aproximadamente R$ 800 mil. Logo, a população atribuiu como “atitude arriscada e questionável”. O dinheiro bancou diárias dos vereadores que viajaram, em sua maioria, para Maringá, no Paraná, com intuito de participarem de cursos criados com a missão de aperfeiçoarem a eficiência do Legislativo municipal.
A conta despertou a atenção de moradores da cidade distante 265 km de Campo Grande, de 14,2 mil habitantes.
Com a polêmica, surgiu um fórum de discussão pela internet, inclusive: afinal, o município ganha com dinheiro investido? Esse é o foco do debate.
Do montante investido nos parlamentares, aproximadamente R$ 300 mil custearam os cursos frequentados por eles, conforme apurado pelo Jornal Midiamax, por meio do Portal da Transparência da Câmara dos Vereadores de Deodápolis.
O custo
Vereadores viajaram até oito vezes a um mesmo destino: Maringá, no Paraná, sede dos cursos.
A cidade de Deodápolis elegeu nove vereadores, e só dois não participaram dos tais cursos. O salário bruto dos vereadores gira em torno de R$ 7,8 mil.
As diárias pagas aos parlamentares oscilou entre R$ 39 mil e R$ 50 mil. O vereador paga a conta, depois tem o dinheiro ressarcido pelo Legislativo municipal.
A questão debatida no fórum tem a ver com o retorno do recurso investido nas diárias e nos cursos ofertados aos parlamentares. Afinal, o que ganha a comunidade e o Legislativo municipal com os milhares de reais investidos? Além disso, os debatedores perguntam se o gasto é investigado. Outra questão tem a ver com o preço cobrado pelo curso. Seria só em Maringá, cidade paranaense distante 353 km de Deodápolis, o local de estudos? Não custaria menos em outra localidade?
mdx
