Indústrias brasileiras têm previsão de aumento na produção de farelo e de óleo de soja em 2026

O Brasil deverá processar um volume recorde de soja neste ano, de acordo com novas estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A organização atualizou nesta semana seus cálculos e elevou sua projeção para 61 milhões de toneladas, um aumento de 0,8% em relação às 60,5 milhões de toneladas do cálculo anterior. Com isso, a nova estimativa representa um crescimento de 4,3% em relação ao processamento de 2025.

A estimativa para a produção de farelo de soja cresceu 0,9%, passando de 46,6 milhões de toneladas para 47 milhões de toneladas. Em comparação com 2025, o aumento esperado é de 4,2%.

Para a produção de óleo de soja, a previsão aumentou 0,8%, passando de 12,15 milhões de toneladas para 12,25 milhões de toneladas. Na comparação com o ano passado, o crescimento, caso se confirme, será de 4,7%.

“Ao processarmos 61 milhões de toneladas, estamos agregando valor à nossa matéria-prima e garantindo o suprimento de proteínas e energia para o mercado interno e global”, afirmou Daniel Furlan Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove.

Ariel Nunes, analista da Gran Center Commodities, projeta demanda firme por óleo de soja para a produção de biodiesel. Ele acredita que a procura por farelo também deve se acelerar.

“Nos últimos anos, o aumento da mistura de biodiesel ao diesel elevou as margens das indústrias com o óleo de soja. No caso do farelo, com o aumento da oferta, a matéria-prima tende a ficar mais barata. O preço vantajoso deve atrair mais demanda”, disse.

A Abiove também elevou sua estimativa para os embarques do complexo soja. A projeção para a exportação de soja em grão subiu 0,5%, para 111,5 milhões de toneladas, o que corresponde agora a um aumento de 3,1% em relação a 2025.

Para Nunes, a estimativa da Abiove é otimista. “A China vai demandar muita soja do Brasil nos próximos meses, mas também há um acordo para ela continuar importando dos Estados Unidos. Os embarques devem se desacelerar no segundo semestre e alcançar 107 milhões de toneladas”, disse.

A estimativa da associação para os embarques de óleo de soja em 2026 subiu 11,5%, para 1,45 milhão de toneladas. O volume é 6,4% maior do que o do ano passado.

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