Os senadores de Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (Podemos) e Nelsinho Trad (PSD) terão uma eleição mais complicada do que quando foram eleitos, há oito anos, para representarem o Estado em Brasília.

A dupla caminha para enfrentar uma eleição sem padrinho e sem a força da máquina do governo, o que deve resultar em muita dificuldade, principalmente pelo equilíbrio esperado na eleição.
O caso de Soraya Thronicke é mais delicado. Desconhecida, ela foi eleita na onda bolsonarista, mas durante o mandato brigou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família. A briga ficou mais evidente depois que ela disputou a presidência da República e travou embates com o ex-presidente.
Hoje, a senadora é vista como traidora pelo grupo classificado como bolsonarista e que foi fundamental para eleição. Este grupo tem uma parte considerável dos votos no Estado, o que obrigará a senadora a entrar em campo onde não é tão conhecida e aceita.
O senador Nelsinho Trad também pode ter uma vida mais difícil, mas no caso dele ainda há esperança. Nelsinho foi eleito com apoio do então governador, Reinaldo Azambuja, mas agora corre risco de ficar fora da “panelinha” do governo.
Nelsinho tem como principais rivais o ex-deputado Renan Contar, que se filiou recentemente ao PL, e o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), que também querem concorrer ao Senado em uma das duas vagas do grupo.
O senador tem uma parceria antiga com Reinaldo Azambuja, criada após a derrota dele no primeiro turno, em 2014. No segundo turno, Nelsinho apoiou Reinaldo, o que lhe garantiu esse apadrinhamento na eleição do Senado, em 2018.
O apadrinhamento ou não do grupo governista não é a úncia incógnita na vida de Nelsinho. Soma-se a novela sobre apoio ou não a pré-candidatura do irmão dele, Fábio Trad, ao governo, pelo PT.
Nelsinho é defensor de Jair Bolsonaro, mas não é bem aceito pelos chamados bolsonaristas. Além disso, o grupo governista usa a candidatura de Fábio, em partido rival a Riedel, como justificativa para um veto a Nelsinho na segunda vaga do grupo.
Apesar das dificuldades, Nelsinho e Soraya têm declarado que não vão desistir da disputa pela reeleição. O senador aparece entre os primeiros colocados nas pesquisas divulgadas até o momento. Já Soraya amarga as últimas posições.
ims
